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Polícia Civil cumpre 22 ordens judiciais em operação contra golpe do “falso médico”

Fonte: Redação O Portal 163/ Foto: Polícia Civil-MT
Polícia Civil cumpre 22 ordens judiciais em operação contra golpe do “falso médico”
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A Polícia Civil de Mato Grosso participa, nesta terça-feira, 2 de dezembro, da Operação Cura Ficta, deflagrada em apoio à Polícia Civil do Rio Grande do Sul, para desarticular um grupo criminoso interestadual especializado em estelionato cometido por meio do golpe do “falso médico”. Ao todo, são cumpridos 22 mandados judiciais, nove de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão, nos estados de Mato Grosso, Goiás e Rio de Janeiro.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE/DERCC) do Rio Grande do Sul, revelou um esquema que explorava familiares de pacientes internados em UTIs. Somente em Porto Alegre e Canoas, prejuízos relatados pelas vítimas somam dezenas de milhares de reais em poucos dias.

Como o golpe funcionava.

O grupo ligava para familiares de pacientes internados, fingindo ser médicos ou diretores clínicos. Usando nomes fictícios e fotos da internet, informavam supostas complicações graves, como leucemia ou infecções severas, e exigiam pagamentos urgentes via Pix para exames ou medicamentos não cobertos pelo plano de saúde.
Os criminosos tinham acesso a dados internos dos pacientes, o que tornava a fraude ainda mais convincente.

O líder da organização, um detento de 35 anos, comandava o esquema de dentro da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, em Rondonópolis. Em sua cela, investigações anteriores já haviam apreendido cadernos com scripts do golpe, dados bancários e contatos telefônicos.

Uma mulher moradora de Rondonópolis, companheira de um dos envolvidos e monitorada por tornozeleira eletrônica, atuava como braço direito na movimentação financeira.

Estrutura tecnológica e financeira avançada.

A operação identificou ramificações no Rio de Janeiro, onde dois operadores em Guaratiba administravam contas bancárias usadas para receber o dinheiro das vítimas.
Um dos alvos em Rondonópolis possuía 121 chaves Pix cadastradas em seu CPF, demonstrando o uso profissional de contas para pulverização dos valores.

O grupo também utilizava emuladores de Android em computadores, simulando diversos aparelhos celulares. Assim, podiam controlar múltiplas contas de WhatsApp e aplicativos bancários ao mesmo tempo, dificultando o rastreamento policial.

As investigações apontam que parte dos lucros financiava uma facção criminosa atuante em Mato Grosso.

Objetivo da operação.

Com a deflagração da Cura Ficta, o foco é prender líderes e executores, desmantelar a engenharia financeira do grupo e apreender novas provas. A ação reforça o compromisso da Polícia Civil no combate a fraudes que causam prejuízo financeiro e profundo impacto emocional em famílias já fragilizadas pela internação de seus entes queridos.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números: 197 ou 181.

Fonte: Assessoria | Polícia Civil-MT.
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