Ex-padrasto e comparsa são presos por sequestro e estupro de ex-enteada na saída de escola em Cuiabá
Um homem de 60 anos e o comparsa dele foram presos nessa segunda-feira, 19 de janeiro, suspeitos de simular o sequestro da ex-enteada de 13 anos, em Cuiabá. A dupla é investigada pela Polícia Civil pelos crimes de sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável.
De acordo com as investigações, o caso começou em 10 de novembro, quando o próprio suspeito procurou a polícia e informou um suposto sequestro. Na versão apresentada por ele, ao buscar a adolescente na escola, ambos teriam sido abordados por um indivíduo que os obrigou a dirigir até um motel próximo. A investigação aponta que padrasto e enteada tinham relação amigável, onde era comum ele buscá-la na escola. De acordo com ele, no motel, teria sido mantido dentro do carro, enquanto a adolescente foi levada para um quarto e sofreu os abusos. A polícia apurou, porém, que o crime foi planejado pelo próprio homem e executado com a ajuda do comparsa.
De acordo com a polícia, o homem conheceu o comparsa em um site de relacionamentos, onde teria oferecido o valor de R$ 1 mil para que ele participasse do crime. Ainda foi apurado que, no dia do crime, o ex-padrasto comprou vendas, algemas e balaclavas, que foram utilizadas no crime.
Ele também responderá por denúncia caluniosa, porque registrou boletim de ocorrência como se fosse vítima do crime.
Com base nessas provas, a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos e Deveres da Criança e do Adolescente (Deddica), responsável pelas investigações, cumpriu os mandados de prisão preventiva contra o ex-padrasto e o segundo envolvido, de 33 anos.
Em interrogatório, o ex-padrasto afirmou que a ideia era apenas “dar um susto” na adolescente, porque ela estava desobediente. O segundo suspeito também disse que a intenção inicial era assustar a jovem e depois liberá-la, mas que o caso teria evoluído para o motel, onde a menor foi vendada e abusada sexualmente.
A Deddica informou que as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso e concluir o inquérito policial, com a responsabilização de cada um pelos crimes cometidos.





