Renda fixa bate recordes em 2025 e segue como aposta forte para investidores em 2026
A renda fixa foi um dos grandes destaques do mercado financeiro em 2025, impulsionada pelos juros elevados, pela volatilidade global e pela busca por previsibilidade. O resultado foi um recorde histórico de liquidez e negociações, consolidando o segmento como pilar central das carteiras de investidores.
Dados da B3 mostram que o volume negociado no mercado secundário de renda fixa chegou a R$ 4,2 trilhões, alta de 49% em relação a 2024. O desempenho foi puxado principalmente pela Selic elevada, encerrando o ano em 15%, que favoreceu estratégias de curto prazo e carregamento de títulos.
Os Títulos Públicos Federais movimentaram R$ 2,9 trilhões, enquanto os Títulos Privados registraram forte expansão, saltando para R$ 1,3 trilhão, com destaque para debêntures, CRIs e CRAs. Já os CBIOs cresceram 56%, refletindo o avanço da agenda ESG.
Para 2026, mesmo com a expectativa de queda da Selic, a renda fixa segue no radar. A mudança no ciclo de juros deve abrir espaço para títulos prefixados e atrelados à inflação, além de manter o mercado secundário como peça-chave para liquidez, diversificação e geração de valor em um cenário ainda marcado por incertezas globais.





