PIX ganha regras mais rígidas e promete acelerar devolução de dinheiro em casos de golpe
Entram em vigor nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, novas regras de segurança do PIX que tornam obrigatória a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução (MED). A mudança amplia a capacidade de rastreamento e recuperação de valores em casos de fraude ou falha operacional.
Com o novo modelo, a devolução do dinheiro não fica mais restrita à conta usada inicialmente no golpe. A partir de agora, o sistema passa a acompanhar o caminho do valor transferido, permitindo a recuperação mesmo quando o dinheiro já tiver sido movimentado para outras contas, prática comum entre fraudadores.
O Banco Central avalia que a medida vai aumentar a identificação de contas utilizadas em fraudes, facilitar a devolução de valores às vítimas e ajudar a impedir que essas contas sejam reutilizadas em novos crimes. Segundo o BC, as informações serão compartilhadas entre as instituições envolvidas, possibilitando a restituição em até 11 dias após a contestação da transação.
Além disso, desde 1º de outubro, todos os bancos e instituições financeiras passaram a oferecer, nos aplicativos, a opção de contestação de transações PIX por autoatendimento, sem necessidade de falar com um atendente. Esse canal é o meio oficial para solicitar a devolução em casos de fraude, garantindo mais agilidade e aumentando as chances de bloqueio e recuperação dos recursos desviados.





