Celulares escondidos revelam blindagem em esquema de fraudes fiscais
As investigações da Operação CNPJ na Cela, deflagrada pelo Comitê Interestadual de Recuperação de Ativos (Cira-MT), apontam que o grupo investigado utilizava táticas sofisticadas para ocultar provas e dificultar o rastreamento policial, especialmente por meio do chamado rodízio de linhas telefônicas.
Durante as buscas em Rondonópolis, policiais apreenderam diversos celulares novos e desligados, alguns deles estrategicamente escondidos em diferentes pontos de uma residência ligada ao principal articulador do esquema. Em outro endereço, pertencente a um segundo alvo, foram encontrados cinco aparelhos celulares.
Segundo a Polícia Civil, a prática indica uma atuação estruturada e profissional em um esquema de fraudes fiscais envolvendo supostas transações no comércio de grãos, com uso de cadastros regulares para simular capacidade operacional inexistente. Há indícios de participação de integrantes de facção criminosa.
O delegado João Paulo Firpo Fontes destacou que a posse simultânea de vários celulares é típica de organizações criminosas que tentam apagar rastros. Já o delegado Walter de Melo Fonseca Júnior afirmou que os aparelhos passarão por perícia forense, o que deve ajudar a identificar a rede de contatos e a hierarquia do grupo.





