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Usina de Colíder sai do “alerta” e inicia reenchimento do reservatório após série de falhas

Fonte: g1MT
Usina de Colíder sai do “alerta” e inicia reenchimento do reservatório após série de falhas
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A situação da Usina Hidrelétrica de Colíder, localizada no Rio Teles Pires, em Itaúba, deixou o estado de “alerta” e passou para “atenção” neste sábado, 21 de fevereiro. A informação foi divulgada pela empresa responsável pelo empreendimento, a Axia Energia, antiga Eletrobras.

Com a mudança de situação, a previsão é de que o reservatório comece a ser reenchido a partir desta segunda-feira, 23 de fevereiro, seguindo critérios técnicos de segurança.

Segundo a empresa, o nível da água será elevado em até 25 centímetros por dia, de forma controlada e gradual. O objetivo, conforme a nota, é garantir a segurança da população, do meio ambiente e da própria estrutura da barragem.

A companhia informou que o processo inclui:

  • Monitoramento permanente da qualidade da água
  • Acompanhamento da fauna aquática e terrestre
  • Comunicação contínua com comunidades locais

A Axia também orientou que moradores acompanhem os comunicados oficiais e redobrem os cuidados no período chuvoso, mantendo barcos, flutuantes e materiais devidamente amarrados ou retirados das margens.

A mudança ocorre após o Ministério Público do Estado de Mato Grosso apontar falhas estruturais no sistema de drenagem da usina. O órgão chegou a recomendar a desativação da barragem caso não houvesse alternativa técnica viável.

Em comunicado ao mercado financeiro, a empresa informou que, dos 70 drenos que compõem o sistema, quatro apresentaram danos após a aquisição do ativo. Os drenos são responsáveis por aliviar a pressão da água sob a barragem.

Para verificar as falhas, o nível do reservatório foi reduzido, medida que resultou em impactos ambientais significativos, como:

  • Morte de aproximadamente 1.500 peixes
  • Alteração na qualidade da água
  • Comprometimento da biodiversidade aquática e semiaquática
  • Prejuízos à fauna migratória

O rebaixamento também afetou a atividade pesqueira, o turismo e o comércio local. Segundo o Ministério Público, o impacto econômico pode variar entre R$ 10 e R$ 12 milhões por ano. Eventos tradicionais como o “Fest Praia” e o “Viva Floresta” também foram prejudicados, além do acesso das comunidades ribeirinhas ao rio.

Em janeiro, duas sirenes foram acionadas indevidamente na usina, causando pânico entre moradores, que deixaram suas casas. Posteriormente, a empresa informou que abriu apuração interna e descartou qualquer risco iminente.

O empreendimento entrou em estado de “alerta” em agosto do ano passado, após investigação do Ministério Público. Na ocasião, quatro entidades civis denunciaram à Organização das Nações Unidas o suposto risco de rompimento da barragem.

A denúncia foi protocolada no departamento de Direitos Humanos à Água Potável e Saneamento da ONU. No documento, as entidades destacaram que o Rio Teles Pires está entre os mais impactados por hidrelétricas na Amazônia.

Desde então, a empresa afirma cumprir um cronograma técnico com várias etapas voltadas ao reforço da segurança estrutural da usina.

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