Investimentos dos brasileiros avançam 15,5%
Com Selic elevada, renda fixa concentra quase 60% dos investimentos
O volume aplicado pelos investidores pessoas físicas no Brasil chegou a R$ 8,5 trilhões em 2025, alta de 15,5% na comparação com dezembro de 2024. As informações são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e contemplam os investimentos de clientes do varejo (tradicional e alta renda) e do private (segmento com clientes que têm mais de R$ 5 milhões investidos).
Dentre os segmentos, o varejo alta renda teve o maior crescimento, com alta de 21,2% em relação a dezembro de 2024. Com total de R$ 3,1 trilhões em recursos investidos, esse perfil é responsável por 36,4% das aplicações. Representando 32,9%, o varejo tradicional cresceu 10,3%, para R$ 2,8 trilhões. Já o private corresponde a 30,7% do montante total investido e terminou 2025 com R$ 2,6 trilhões, após um aumento de 14,9%.
“Uma das razões da maior evolução estar concentrada no varejo alta renda é a sua maior capacidade de alocação de recursos, especialmente em produtos que lideram o volume na indústria, como isentos, além de ser um segmento mais resiliente. Enquanto isso, o varejo tradicional sofre mais impacto dos indicadores econômicos, como o endividamento da população, a inflação, a taxa de juros. No segmento private, por sua vez, uma parcela relevante dos clientes aloca patrimônio no exterior, o que ainda não aparece nas nossas estatísticas”, explica Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima.
Com a Selic em dois dígitos durante o ano de 2025 inteiro, a renda fixa continua liderando a preferência dos investidores. A classe responde por 59% de todo o volume investido no país. O crescimento foi de 18,8% na comparação com dezembro de 2024, totalizando R$ 5,1 trilhões ao fim de 2025. Produtos isentos de Imposto de Renda e CDBs concentram boa parte dos investimentos em renda fixa. Já o volume dos títulos públicos saltou 43,4%, chegando a R$ 263,6 bilhões. Entre os fundos de investimento, que registraram alta de 17,9% e finalizaram o ano com volume de R$ 2 trilhões, os de renda fixa também se destacaram. A categoria avançou 28,2%. Os investimentos em renda variável avançaram 10,9%.
O Sudeste seguiu como o principal polo do país, com R$ 5,7 trilhões e alta de 16,9%, além de ser a única região em que o varejo tradicional representa menos de 40% dos investidores. O Sul manteve a segunda posição, alcançando R$ 1,4 trilhão (+10,7%) e se diferenciando por ter a menor participação relativa do varejo alta renda entre as regiões.
Fonte: amanha.com.br/categoria/economia






