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Operação mira esquema que teria desviado R$ 140 milhões em grãos e cumpre 180 medidas cautelares em cinco estados

Fonte: g1MT
Operação mira esquema que teria desviado R$ 140 milhões em grãos e cumpre 180 medidas cautelares em cinco estados
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Um suposto esquema de desvio de grãos que teria causado prejuízo superior a R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do setor é alvo de uma megaoperação deflagrada na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro, com o cumprimento de 180 medidas cautelares nos estados de Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Maranhão.

Em Mato Grosso, as ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá e nos municípios de Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde.

A ação faz parte da Operação Safra Desviada, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão:

  • 80 mandados de busca e apreensão em residências, fazendas, empresas e outros imóveis ligados aos investigados;
  • Bloqueio de contas bancárias de 56 pessoas físicas e jurídicas, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões;
  • Sequestro de mais de 70 veículos, entre caminhões, carretas e automóveis;
  • Indisponibilidade de imóveis ligados a 20 investigados;
  • Quebra de sigilo bancário e fiscal de mais de 45 pessoas.

Também foi autorizada a extração de dados de celulares, computadores, dispositivos de armazenamento e informações em nuvem.

Contas em plataformas de apostas foram bloqueadas após indícios de que esses serviços teriam sido utilizados para movimentar e ocultar recursos.

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa envolvida em crimes como furto qualificado, estelionato contra idoso, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

O esquema consistiria no desvio sistemático de cargas de soja, milho e algodão, além da manipulação de registros internos e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade declarada.

Empresas seriam utilizadas para ocultar valores e disfarçar a origem dos recursos desviados.

A operação mobiliza mais de 180 policiais militares, 50 integrantes do Gaeco e 12 policiais civis, além do apoio de forças de segurança estaduais e de equipes do Gaeco nos demais estados envolvidos.

As investigações continuam e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia.

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