Justiça mantém presa mãe suspeita de negociar filhas por R$ 250 em Cuiabá
A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de uma mulher de 43 anos suspeita de exploração sexual infantil após negociar as próprias filhas, de 12 e 14 anos, por R$ 250, em um bar no último domingo, 1º de março, em Cuiabá. A decisão foi assinada pela juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher estaria consumindo bebida alcoólica no estabelecimento quando teria oferecido as adolescentes a um homem que também estava no local. Conforme a investigação, os envolvidos chegaram a examinar os documentos das menores antes da suposta negociação.
A menina de 12 anos, ao perceber a situação, procurou ajuda na casa de uma vizinha. Ela relatou que um homem ainda tentou entrar na residência, mas foi impedido por moradores que notaram o risco. O suspeito não foi identificado.
Durante atendimento, a criança informou aos policiais que já havia sido vítima de estupro no início deste ano.
A irmã mais velha relatou que as duas moravam com a avó, diagnosticada com Alzheimer em estágio avançado. Posteriormente, passaram a residir com o pai, denunciado por abandono de incapaz.
Em depoimento, a mãe afirmou não se lembrar dos fatos por estar alcoolizada e declarou desconhecer qualquer abuso. Também relatou ter sido vítima de exploração sexual na adolescência.
Ao fundamentar a decisão, a magistrada destacou a gravidade do caso e a extrema vulnerabilidade das vítimas. Segundo ela, a prisão preventiva é necessária para cessar a violação de direitos, garantir a instrução criminal e evitar possível interferência nos depoimentos, visto que a autoridade exercida pela investigada sobre as filhas cria um ambiente propício de coação, intimidação e manipulação, podendo comprometer a espontaneidade dos depoimentos.





