Mato Grosso lidera valorização de terras agrícolas e reforça potência do agro
O Atlas do Mercado de Terras 2025, elaborado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), aponta que a porção central de Mato Grosso concentra algumas das áreas agrícolas mais valorizadas do estado.
O levantamento abrange 17 municípios, entre eles Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Tapurah, considerados estratégicos para o agronegócio.
De acordo com o estudo, o valor do hectare de áreas agrícolas — incluindo terras de alta capacidade produtiva para grãos e com presença de benfeitorias — pode chegar a R$ 65,6 mil. Já áreas destinadas à pecuária atingem cerca de R$ 27,1 mil por hectare, enquanto regiões com vegetação nativa têm valor médio de R$ 16,8 mil por hectare.
Entre os principais fatores que impulsionam a valorização estão a elevada aptidão agrícola do solo, a expansão da infraestrutura logística e a forte demanda por commodities. O estudo destaca especialmente corredores estratégicos como a BR-163, a Ferrovia Norte-Sul e os portos do Arco Norte, que facilitam o escoamento da produção.
Regiões já consolidadas do agronegócio, como Sorriso, Primavera do Leste e Rondonópolis, apresentam valores próximos aos praticados nos estados das regiões Sul e Sudeste. Por outro lado, áreas de fronteira agrícola, especialmente no noroeste do estado, ainda registram preços mais baixos, mas com potencial de valorização nos próximos anos.
O levantamento também reforça a posição de Mato Grosso como líder nacional na produção de soja, milho e algodão, além de destaque na pecuária bovina. O estado é considerado o principal polo do agronegócio brasileiro, sendo responsável por grande parte das exportações de grãos e carnes.
Entre 2023 e 2024, o valor total da produção agropecuária estadual alcançou R$ 156 bilhões. O setor é marcado ainda pelo alto nível de tecnificação, com uso intensivo de maquinário, sementes melhoradas e insumos modernos, o que garante elevada produtividade.




