Bebê de 2 meses morre em Sinop e pais são presos; polícia aponta possível asfixia durante o sono
Um casal, de 39 e 34 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio culposo e fraude processual, após a morte do filho, um bebê de apenas 2 meses e 2 dias, em Sinop. O caso foi registrado na madrugada de ontem na Unidade Básica de Saúde do bairro Menino Jesus.
De acordo com informações apuradas, os pais relataram em depoimento que passaram o sábado ingerindo bebida alcoólica na companhia de outro casal. Segundo a versão apresentada, o consumo teve início por volta das 13h e se estendeu até a noite, totalizando cerca de duas caixas de cerveja. Eles afirmaram que foram dormir por volta das 22h e, ao acordar durante a madrugada, por volta das 3h, perceberam que o bebê já estava sem sinais vitais, com o corpo enrijecido e arroxeado.
Ainda conforme o relato, a criança não possuía berço e dormia na mesma cama que os pais. Mesmo diante da constatação, o casal decidiu levar o bebê até a unidade de saúde.
O delegado responsável pelo caso explicou que o enquadramento por homicídio culposo ocorre quando não há intenção de matar. A principal linha de investigação considera a hipótese de asfixia acidental, possivelmente provocada durante o sono, associada à negligência e imprudência, especialmente pelo consumo de álcool e a ausência de cuidados essenciais com a criança.
Laudo preliminar da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica. Segundo o perito criminal, não foram identificados indícios de agressão física ou violência no corpo do bebê. O laudo definitivo ainda será concluído.
Equipes da Politec estiveram na residência da família para coleta de vestígios, além da verificação de câmeras de segurança nas proximidades.
Inicialmente, no atendimento da ocorrência pela Polícia Militar, foi registrado que o casal teria apresentado versões divergentes. Na ocasião, profissionais de saúde relataram suspeitas de possíveis lesões, o que levou à condução dos pais e autuação também por maus-tratos com resultado morte. No entanto, essas informações divergem do laudo preliminar pericial.
A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda a conclusão dos exames complementares para esclarecer todas as circunstâncias da morte.




