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Mato Grosso tem aumento de quase 4% na produção de café

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa pública federal vinculada ao ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, constatou um crescimento de 3,8%  (10,3 mil sacas) na produção de grãos de café no território mato-grossense em 2025, alcançando volume recorde de 278,7 mil sacas. A variação utilizada no Estado é a conilon, considerada rústica e cultivada em baixas altitudes, bem como regiões tropicais, sendo a base para cafés solúveis e blends intensos.

O aumento decorre, conforme a entidade, da combinação da expansão de 1,9% de hectares na área em produção, clima mais favorável, aumento do uso de fertilizantes e com a maior participação de materiais clonais de maior eficiência agronômica. O ciclo foi concluído ainda em agosto/setembro do ano passado, com a finalização da colheita nas áreas mais tardias. Em meio aos municípios que lideram a produtividade do insumo no Estado, estão Colniza, Juína, Aripuanã, Nova Bandeirantes e Cotriguaçu.

Embora a cafeicultura local tenha forte concentração regional, como visto no norte do Estado, há “uma constante expansão territorial nos últimos anos, influenciada pelo processo de reestruturação produtiva e tecnológica no sistema de cultivo, caracterizado pela transição gradual e estratégica de genótipos convencionais para cultivares clonais. Neste último ciclo, houve incremento na área em produção quando comparado com o ano passado, mantendo esse avanço territorial no parque cafeeiro”, avaliou a Conab.

No aspecto produtivo, houve um incremento de potencial produtivo oriundo de lavouras clonais mais novas, algo que elevou a média da produtividade e minimizou as perdas pela redução do regime de chuvas. Quanto a termos estruturais, a modernização do plantio com cultivares clonais ainda contribuiu para maior uniformidade fenológica, melhor resposta ao manejo e melhores coeficientes de uso da água, atenuando parcialmente os efeitos do estresse hídrico sobre o rendimento final.

Já no quesito fitossanitário, as principais pragas observadas durante o ano foram as cochonilhas escamas e cochonilhas-farinhentas, a broca-do-café e o ácaro-vermelho, porém seus níveis se mantiveram sob controle, com um manejo satisfatório por meio de estratégias integradas, combinando monitoramento frequente, controle biológico, produtos seletivos e ajustes culturais. Essa integração tem limitado os danos econômicos às lavouras.

Também foram registradas patologias fúngicas compatíveis com condições de estresse e microclima mais fechado, com destaque para ferrugem, cercosporiose e antracnose. A adoção de práticas preventivas (densidade adequada, podas de aeração, nutrição equilibrada) e a aplicação criteriosa de fungicidas (com rotação de modos de ação) mantiveram a severidade em situações manejáveis.

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Fonte: www.sonoticias.com.br

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