Operação mira dinheiro do crime e bloqueia milhões de facção em MT; ação atinge vários estados
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira, 24 de março, a terceira fase da Operação Codinome Fantasma, com foco na desarticulação de uma facção criminosa atuante no norte do Estado, envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes.
Coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, a nova etapa da ofensiva tem como principal alvo o núcleo financeiro da organização criminosa, responsável por movimentar e ocultar recursos ilícitos.
As ordens judiciais, expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, incluem quatro mandados de prisão preventiva, 27 de busca e apreensão, bloqueio de 30 contas bancárias, sequestro de nove imóveis e apreensão de veículos, além da suspensão das atividades de quatro empresas. O prejuízo estimado aos investigados ultrapassa R$ 10 milhões.
Os mandados são cumpridos em diversas cidades de Mato Grosso, como Sinop, Santa Carmem, São José dos Quatro Marcos, Várzea Grande e Cuiabá. A operação também alcança outros estados, com ações em Anápolis (GO) e Barra de São Francisco (ES), contando com o apoio das Polícias Civis locais.

Avanço das investigações
A terceira fase é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas anteriormente. Com o uso de técnicas avançadas de análise financeira, os policiais conseguiram identificar indícios consistentes de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Segundo o delegado responsável, a estratégia da Draco de Sinop tem três pilares: prender lideranças da facção, apreender drogas e armas e enfraquecer financeiramente as organizações criminosas.
Nas etapas anteriores, mais de 10 gerentes do tráfico foram presos. Já neste mês, uma grande apreensão de entorpecentes na região de fronteira gerou um prejuízo superior a R$ 25 milhões ao crime organizado.

Estratégia estadual e nacional
A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, que intensifica o combate às facções criminosas em Mato Grosso.
Além disso, a ofensiva também faz parte da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça, que reúne forças de segurança de todo o país para atuação integrada e contínua contra o crime organizado.
As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.




