Bem-vindo(a). Hoje é
Mais previsões: Tempo Lisboa

Operação mira facção criminosa e revela esquema de domínio territorial em Mato Grosso

Operação mira facção criminosa e revela esquema de domínio territorial em Mato Grosso
Publicidade 12
Compartilhe!

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, 31 de março, a Operação Ruptura CPX, com o objetivo de cumprir ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa com atuação na região metropolitana de Cuiabá.

O grupo é investigado por diversos crimes, entre eles furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, furto de armas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, além de práticas ligadas ao domínio territorial e apologia ao crime.

Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo de Cuiabá e são executadas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e também em São Paulo (SP).

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), revelaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções entre os membros, controle de territórios específicos e uso de contas bancárias de terceiros para ocultar valores ilícitos.

O caso começou a ser desvendado após apurações relacionadas a um flagrante de furto e receptação de defensivos agrícolas. A análise dos materiais apreendidos levou à identificação de uma organização hierarquizada, com atuação em diversos bairros de Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo as investigações, além do tráfico de drogas e outros crimes, o grupo buscava consolidar influência nas comunidades por meio de intimidação e da divulgação de conteúdos que exaltavam a facção e seus líderes.

Entre os alvos está um investigado conhecido como MC na região, apontado como responsável por ajudar a divulgar conteúdos que promoviam o grupo criminoso. As apurações indicam ainda que ele mantinha contato com membros de alto escalão e prestava apoio logístico, como a disponibilização de locais para esconder veículos de origem ilícita.

As investigações também apontaram que a facção tentava exercer controle sobre o Complexo Residencial Isabel Campos (CPX) e áreas próximas, impondo regras próprias e monitorando a circulação de pessoas. Havia, inclusive, uma organização por regiões, com integrantes responsáveis por determinados bairros, reforçando a estrutura hierárquica do grupo.

De acordo com os levantamentos, criminosos que atuavam nessas áreas precisavam informar previamente suas ações aos líderes locais, sob risco de sofrer punições internas. A facção também utilizava moradores para monitorar a presença policial e repassar informações, dificultando a atuação das forças de segurança.

O nome da operação faz referência justamente à tentativa da organização criminosa de estabelecer controle territorial na região conhecida como CPX. A ação busca desarticular essa estrutura e restabelecer a ordem pública.

A Operação Ruptura CPX faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o estado.

A ação também integra a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne forças de todo o país para intensificar o combate ao crime organizado.

Publicidade 14