Chacina que matou 10 pessoas da mesma família no DF vai a júri popular; crime teve motivação milionária
A maior chacina da história do Distrito Federal, que resultou na morte de 10 pessoas de uma mesma família, volta ao centro das atenções com o julgamento dos acusados, marcado para esta segunda-feira, 13 de abril. O crime, que chocou o país, teve como motivação uma disputa por terras avaliada em cerca de R$ 2 milhões. Os crimes foram praticados entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023
O caso começou a ser desvendado após o desaparecimento da cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos, e de seus três filhos, no dia 12 de janeiro de 2023. Eles foram vistos pela última vez ao saírem de um salão de beleza na Asa Norte e seguirem até uma chácara no Itapoã.
No dia seguinte, os corpos de Elizamar e das crianças foram encontrados carbonizados dentro de um carro, no município de Cristalina, a mais de 130 quilômetros do local do desaparecimento.
Com o avanço das investigações, outros integrantes da família também foram encontrados mortos em diferentes cidades, como Unaí e Planaltina. Algumas vítimas estavam carbonizadas, enquanto outras foram esquartejadas e ocultadas em locais como cisternas e áreas usadas como cativeiro.












De acordo com a investigação, o crime foi motivado por uma disputa envolvendo uma propriedade rural de alto valor. Ao todo, cinco suspeitos foram identificados como responsáveis pela execução das vítimas.
O grupo foi preso e será julgado pelo Tribunal do Júri, respondendo por crimes como homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro e associação criminosa.
Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 300 anos de prisão.




