Réu vai a júri por assassinato brutal de mulher trans que chocou Mato Grosso
Segundo as investigações da Polícia Civil, o homicídio ocorreu dentro da residência do acusado, no próprio município. Após o crime, o corpo da vítima foi transportado e abandonado em uma área rural às margens da MT-485, já no território de Sorriso, cidade vizinha.
Desaparecimento e descoberta do corpo
A vítima havia sido vista pela última vez na noite anterior, após entrar em um veículo. No dia seguinte, trabalhadores rurais localizaram uma lona em meio à lavoura e, ao verificarem o material, encontraram o corpo.
A polícia foi acionada imediatamente. A perícia apontou que a vítima sofreu diversas perfurações por faca, evidenciando a extrema violência do crime.
Crime e ocultação
As apurações indicam que o assassinato foi cometido dentro da casa do acusado. Em seguida, ele teria colocado o corpo no carro e se deslocado até a zona rural de Sorriso, onde abandonou a vítima, numa tentativa de dificultar a investigação.
Prisão em flagrante
Ainda no mesmo dia, os investigadores conseguiram identificar o veículo que manteve contato com a vítima antes do desaparecimento.
O carro foi localizado em um lava-jato, o que levou a polícia até o suspeito. Ele foi encontrado em sua residência e preso em flagrante.
Durante a ação, foram apreendidos a faca utilizada no crime e o veículo usado para transportar o corpo.
Motivação e julgamento
De acordo com a investigação, vítima e acusado mantinham contato há semanas. O crime teria sido motivado por um desentendimento entre os dois, embora os detalhes não tenham sido totalmente esclarecidos.
O caso foi enquadrado como homicídio qualificado, com ocultação de cadáver.
Preso desde a data do crime, Jorlan agora será julgado pelo Tribunal do Júri. Caberá aos jurados analisar as provas e depoimentos para decidir pela condenação ou absolvição do réu.
Repercussão
O caso gerou forte comoção em Mato Grosso e reacendeu debates sobre a violência contra pessoas trans, além da brutalidade do assassinato.




