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Energia solar em Itaipu tem potencial para dobrar capacidade da usina

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Usina binacional estuda novas fontes renováveis para geração elétrica

Projeto-piloto ancorou 1,5 mil placas fotovoltaicas no Rio Paraná

A usina hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e Paraguai, estuda ampliar seu projeto de uma ilha solar flutuante, com painéis solares instalados justamente sobre o espelho d’água O reservatório de água da usina possui cerca de 1,3 mil quilômetros quadrados de perímetro, com quase 170 quilômetros de extensão, desde a barragem até o lado oposto, e uma largura média de 7 quilômetros entre as margens direita e esquerda, área que pode ser aproveitada para gerar energia fotovoltaica.

Em outubro do ano passado, foram instalados 1.584 painéis fotovoltaicos em uma área de menos de 10 mil metros quadrados sobre o lago, a apenas 15 metros de um trecho da margem no lado paraguaio, com profundidade de aproximadamente 7 metros. A planta solar de Itaipu tem capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp), unidade de medida para a capacidade máxima de geração de energia. Essa energia é equivalente ao consumo de 650 casas e só é utilizada para consumo interno, sem comercialização e sem ligação direta com a rede de geração hidrelétrica.

Na prática, o objetivo atual da “ilha solar” de Itaipu é funcionar como um laboratório de pesquisa para futuras aplicações comerciais. Os engenheiros envolvidos no projeto analisam todos os aspectos, como a interação das placas com o ambiente, incluindo eventuais impactos no comportamento de peixes e algas, na própria temperatura da água, influência dos ventos sobre o desempenho do painéis, a estabilidade da estrutura, dos flutuadores e da ancoragem com o solo. A ideia, no futuro, é expandir a geração de energia elétrica por esta via, algo que precisará ser atualizado no próprio Tratado de Itaipu, assinado em 1973 entre Brasil e Paraguai e que viabilizou a colossal obra de engenharia compartilhada.

“Se falarmos em um potencial bem teórico, uma área de 10% do reservatório, coberta com placas solares, seria o mesmo que outra usina de Itaipu, em termos de capacidade de geração. Claro que isso não está no planos, pois seria uma área muito grande e depende ainda de muitos estudos, mas mostra o potencial dessa pesquisa”, aponta Rogério Meneghetti, superintendente de energias renováveis da Itaipu Binacional.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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