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Intenção de consumo das famílias avança pelo sexto mês consecutivo

Intenção de consumo das famílias avança pelo sexto mês consecutivo
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Enquanto confiança do empresário retrai por conta das pressões dos mercados externos, consumidor ainda surfa no otimismo do primeiro trimestre

O dinamismo do consumo em abril foi mais acentuado entre as famílias de menor poder aquisitivo

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), avançou 1,2% em abril de 2026, atingindo o patamar de 104,5 pontos. O resultado marca o sexto mês seguido de alta do indicador, consolidando um processo de retomada da disposição para a compra de bens duráveis e pela melhora da percepção da renda. O principal motor do crescimento em abril foi o componente sobre o momento para compra de duráveis, que saltou 2,5% na comparação mensal e expressivos 18,8% em relação a abril de 2025. Embora o índice para este setor ainda se encontre em nível pessimista (74 pontos), a trajetória é de franca recuperação.

Essa melhora é sustentada por uma dinâmica de preços favorável. No mês de março, itens como eletrodomésticos (-0,15%) e veículos (-0,05%) registraram queda dos preços. No acumulado de 12 meses, a deflação em eletrodomésticos chega a 7,1%, contrastando com a inflação geral de 4,1% no período. Além disso, a valorização do câmbio tem reduzido os custos de bens importados ou com componentes globais. A pesquisa aponta que todos os sete componentes da ICF apresentaram alta em abril. A renda atual cresceu 1,3% no mês, com alta anual de 1,8%. No campo do emprego, a perspectiva profissional avançou 2% frente a março, sinalizando otimismo futuro, apesar de o indicador ainda apresenta queda de 5,4% na comparação anual.

O dinamismo do consumo em abril foi mais acentuado entre as famílias de menor poder aquisitivo. Para o grupo com renda de até dez salários mínimos, a ICF cresceu 1,3% no mês e 3,7% no ano. Já para as famílias com renda superior a dez salários, a alta mensal foi de 1,2%, com variação anual de 1,3%. A economista da CNC Catarina Carneiro pondera sobre essa peculiaridade entre as camadas socioeconômicas: “O fôlego extra para as famílias de menor renda é explicado pelo diferencial inflacionário: o INPC, que mede o consumo de um a cinco salários mínimos, acumulou alta de 3,7% em 12 meses até março, ficando abaixo do IPCA geral para os outros públicos”, destaca.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

jorge-ruan