Mensagens no celular derrubam defesa e mantêm condenação de mulheres por tráfico
A Justiça manteve a condenação de três mulheres investigadas por envolvimento com o tráfico de drogas após considerar que provas encontradas em celulares foram decisivas para comprovar a atuação do grupo.
A decisão foi tomada por unanimidade pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que rejeitou todos os pedidos apresentados pela defesa, incluindo absolvição, desclassificação do crime para uso pessoal e redução das penas.
O caso ocorreu em Alta Floresta/MT e teve início após denúncias sobre movimentação suspeita em kitnets utilizadas para o comércio de entorpecentes.
Durante a ação policial, foram apreendidos mais de 150 gramas de maconha, além de balança de precisão, dichavador e materiais utilizados para separar e embalar drogas.
Segundo o Tribunal, o conjunto de provas foi considerado robusto, principalmente pelas conversas extraídas dos aparelhos celulares das acusadas.
As mensagens apontavam negociações de drogas, uso de códigos para se referir aos entorpecentes, organização de entregas e até fotos de substâncias sendo pesadas e preparadas para venda.
Em um dos trechos analisados, uma das investigadas se identificava como “lojista”, afirmando comprar drogas para revenda.
Duas mulheres tiveram mantidas as condenações por tráfico e associação para o tráfico, com penas de oito anos de prisão em regime semiaberto. A terceira ré foi condenada por tráfico, recebendo pena de cinco anos.
O Tribunal também afastou a tese de uso pessoal e negou o chamado tráfico privilegiado, entendendo que havia dedicação contínua à atividade criminosa.
Para os desembargadores, as provas digitais foram suficientes para confirmar a atuação conjunta das acusadas no esquema de tráfico.



