Influenciada por alimentos e remédios, inflação fica em 0,67% em abril
O item com maior impacto individual foi a gasolina, que desacelerou de 4,59%, em março, para 1,86%, em abril
A inflação de abril atingiu 0,67%, indicando desaceleração em relação ao resultado de março (0,88%). Ainda assim, acumula alta de 2,6%, no primeiro quadrimestre, chegando a 4,39% nos últimos 12 meses. Os resultados da inflação oficial do país foram divulgados, na manhã de hoje (12), pelo IBGE. O grupo de alimentos e bebidas teve a maior influência, com taxa de 1,34%, enquanto no grupo de saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16%. A gasolina, que desacelerou de 4,59%, em março, para 1,86%, em abril, teve o maior impacto como item individual.
Até abril, o acumulado no grupo de alimentação e bebidas foi de 3,7%, 0,26 ponto percentual acima do resultado de 2026 (3,44%) no mesmo período. “Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.
Em saúde e cuidados pessoais (1,16%), tiveram destaque os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%). Gonçalves compara os períodos e explica a queda. “O movimento de preços é semelhante nos dois períodos, com influência, de forma geral, do plano de saúde e dos artigos de higiene pessoal”, pontua. Ele destaca, também, o papel da valorização do Real frente ao dólar, uma vez que a moeda estrangeira regula insumos importados utilizados na indústria farmacêutica.
Fonte: amanha.com.br/categoria/economia




