Desemprego sobe em 15 estados no primeiro trimestre
Santa Catarina e Paraná estão entre os estados com menores taxas de desocupação
O aumento da taxa de desocupação para 6,1%, no primeiro trimestre, refletiu a alta do desemprego em 15 estados, em relação ao quarto trimestre de 2025, enquanto os outros 12 ficaram estáveis. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada hoje (14), pelo IBGE. As maiores taxas de desocupação foram no Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%) e Bahia (9,2%). Já as menores foram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%) e Paraná (3,5%). No Rio Grande do Sul, a taxa foi de 4%.
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a desocupação aumenta historicamente no primeiro trimestre por causa da dispensa de trabalhadores temporários, seja devido à tendência de recuo no Comércio nesse período do ano, seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de Educação e Saúde no setor público municipal. “É importante lembrar também que outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demostrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano”, ressalta William.
No primeiro trimestre, 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há dois anos ou mais. Esse contingente recuou 21,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando 1,4 milhão de pessoas estavam nessa condição. Já 1,4 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente caiu 14,7% ante o mesmo trimestre de 2025, quando 1,6 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês. “A queda da população que estava em busca de trabalho por mais de dois anos significa que o mercado melhorou de forma mais geral, enquanto a redução na parcela a procura por menos de um mês significa uma boa rotatividade, que está mais fácil de conseguir emprego”, avalia William.
A taxa composta de subutilização foi de 14,3% no primeiro trimestre. Esse indicador agrega o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada. O Piauí (30,4%) teve a maior taxa, enquanto Santa Catarina (4,7%) teve a menor. Já a taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,3% da população ocupada. O maior número foi registrado no Maranhão (57,6%). Na outra ponta, Santa Catarina tem a menor taxa (25,4%).
Fonte: amanha.com.br/categoria/economia




