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Domicílios em segurança alimentar e nutricional no Sul sobem 66,8% em dois anos

Domicílios em segurança alimentar e nutricional no Sul sobem 66,8% em dois anos
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Indicador foi de 51,8% em 2022 para 86,4% em 2024

Dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) mostram que o percentual de domicílios da região Sul em insegurança alimentar e nutricional (InSAN) grave caiu de 9,9% para 1,7% entre 2022 e 2024. No mesmo período, o percentual de domicílios que passaram a viver em segurança alimentar e nutricional subiu de 51,8% para 86,4%. Em números absolutos, cerca de 2,5 milhões de pessoas na região deixaram de passar fome de 2022 a 2024, e 10,9 milhões de pessoas saíram de algum nível de InSAN e alcançaram a situação de segurança alimentar e nutricional. O levantamento compara dados da Rede Penssan de 2022 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2024.


Os dados indicam ainda que o índice de domicílios em insegurança alimentar leve na região se reduziu de 26,5% para 9,7% entre 2022 e 2024. Já para a insegurança alimentar moderada, a queda foi de 11,8% para 2,1% dos domicílios. Segundo a Ebia, que mede o acesso das famílias aos alimentos, a insegurança leve é a preocupação com a falta de alimentos no futuro; a insegurança moderada é a redução na qualidade da alimentação; e a insegurança grave é a situação de fome.

Destaque para o Sul
Os dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram a ampliação do alcance das políticas públicas de segurança alimentar no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Em 2024, mais da metade (57%) dos municípios da região tinham Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), 34% tinham Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) e 40% tinham leis municipais de segurança alimentar e nutricional.

Além disso, 68% das cidades da região desenvolvem ações voltadas à promoção da alimentação adequada e saudável, 76% operam a concessão de benefícios eventuais a famílias em situação de vulnerabilidade, 43% participam do PAA e 83% compram alimentos da agricultura familiar para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A região tinha 68 restaurantes populares, 68 cozinhas comunitárias, 54 bancos de alimentos e 88 centrais de recebimento da agricultura familiar em 2024.

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

jorge-ruan