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Organização comercial e IA aceleram vendas de serviços no setor rural

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Consultoria estrutura processos digitais que combatem gargalos históricos do segmento

Joaquin Fuentes é pesquisador e palestrante; Guilherme Battisti, fundador do Grupo Env

Um dos setores mais dinâmicos da economia da América Latina, o agronegócio ainda enfrenta um gargalo que vai além das porteiras: a falta de processos comerciais estruturados no ambiente digital. Embora o campo lide bem com alta tecnologia na produção, a venda de serviços e treinamentos especializados de alto valor frequentemente esbarram na falta de organização, além de padecer com fluxos comerciais confusos.

“Muitos profissionais qualificados acreditam que basta publicar conteúdo na internet para vender produtos de alto valor. No mundo real, o cliente de alto ticket precisa ser conduzido de forma organizada”, comenta Guilherme Battisti, fundador do Grupo Env, consultoria catarinense especializada que vem desenvolvendo estratégias para o setor. Um exemplo envolve operação que gerou resultados em apenas 60 dias. Um projeto de estruturação de vendas digitais resultou em cerca de R$ 300 mil em receita prevista para uma mentoria anual voltada a grandes produtores e agrônomos.

O pesquisador Jorge Joaquin Fuentes — com atuação no Paraguai e palestras em regiões produtoras como Centro-Oeste e Nordeste do Brasil — buscou organizar sua oferta de mentoria premium, precificada em R$ 6 mil por ano, após identificar que sua presença digital não convertia o reconhecimento técnico em vendas estruturadas. A consultoria redesenhou o fluxo comercial e implementou ações como reestruturação do perfil público para direcionar conteúdos às principais dores financeiras dos produtores; configuração de ferramentas de gestão de mídia digital visando soberania de dados e rastreabilidade dos investimentos em publicidade; e institucionalização de processos de atendimento e follow-up por WhatsApp, com scripts e reuniões comerciais regulares.

Battisti diz que a campanha controlada com verba de R$ 2,3 mil gerou gerado 202 contatos qualificados via WhatsApp, e a organização dos fluxos de atendimento resultou na entrada de 50 novos participantes na mentoria em um mês, multiplicando por três o ritmo de fechamentos e criando previsibilidade de caixa para o projeto. Dados do Sebrae apontam a desorganização interna e a falta de planejamento entre as principais causas de mortalidade empresarial no país, e a gestão de leads e atendimento pós-contato aparecem como desafios frequentes. A experiência do projeto ressalta dois pontos considerados críticos por operadores do mercado: a necessidade de governança sobre ativos digitais (incluindo controle de contas e dados) e a formalização de rotinas comerciais para atender potenciais clientes de alto valor.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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