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Inadimplência das empresas mantém patamar recorde

Inadimplência das empresas mantém patamar recorde
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CNPJs acumularam, em média, quase sete dívidas em atraso em maio

Serasa Experian mostra que dívidas avançaram para R$ 229,9 bilhões

O número de negócios brasileiros negativados manteve patamar recorde em maio de 2026, com mais de 9 milhões, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. No período, o volume de dívidas negativadas chegou a R$ 229,9 bilhões. Em média, cada CNPJ inadimplente acumulou sete contas em atraso, com dívida média de R$ 25.494,08 e ticket médio de R$ 3.515,52.

Os dados chamam atenção não apenas pela manutenção da inadimplência em um patamar recorde, mas também pelo avanço do volume financeiro das dívidas. Isso mostra que o desafio das empresas não está apenas em evitar a negativação, mas principalmente em conseguir reduzir o passivo acumulado. “Em um contexto de crédito ainda restritivo, juros elevados e desaceleração da atividade econômica, muitas empresas enfrentam dificuldades para recompor caixa, administrar o capital de giro e recuperar sua capacidade financeira”, afirma Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian. 

Regionalmente, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes em maio de 2026, com destaque para São Paulo (3.094.295). Na sequência aparece a região Sul, o estado do Paraná lidera a região com 593.565 empresas inadimplentes, seguido do Rio Grande do Sul (522.521) e Santa Catarina (428.843). A concentração acompanha o peso econômico e a maior densidade empresarial dessas regiões.

As micro e pequenas seguiram como maioria expressiva, com 8,5 milhões de CNPJs negativados. O grupo concentrou 59 milhões de dívidas que somaram R$ 198,8 bilhões. Em média, cada micro e pequena empresa acumulou 6,9 contas inadimplidas, com dívida média de R$ 23.177,51 e ticket médio de R$ 3.369,41. Do total de empresas que estavam negativadas em maio, 55,6% eram do setor de serviços. Na sequência apareceram aquelas do comércio (32,3%), indústria (8,1%) e do setor primário (0,9%). 

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

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