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Atividade industrial do RS recua em maio

Atividade industrial do RS recua em maio
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Índice acumula queda de 5,3% no ano

Apenas três dos 16 seguimentos registraram desempenho positivo no acumulado do ano

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) caiu 0,8% em maio na comparação com abril, na série com ajuste sazonal, devolvendo parte da recuperação de 1,4% registrada no mês anterior. Os resultados foram divulgados pelo Sistema Fiergs na quinta-feira (9). Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, embora a desaceleração da atividade industrial tenha perdido intensidade, ainda não há sinais de uma retomada consolidada do setor. “A atividade industrial passou a oscilar em torno de um patamar relativamente estável, mas as incertezas relacionadas à inflação, aos juros elevados e às expectativas ainda pessimistas para a economia seguem limitando uma recuperação mais consistente da indústria”, afirma.

A retração do IDI-RS em maio refletiu, principalmente, a queda de 1,6% nas compras industriais. Em contrapartida, o faturamento real avançou 1,1%, enquanto as horas trabalhadas na produção e o emprego cresceram 0,2% cada. A massa salarial teve alta de 0,1%, e a utilização da capacidade instalada (UCI) aumentou 0,1 ponto percentual, alcançando 78,7%. Na comparação com maio de 2025, o IDI-RS recuou 6,7%, refletindo o desempenho negativo de todos os indicadores que compõem o índice.

No acumulado de 2026, o IDI-RS registra queda de 5,3%, completando oito meses consecutivos de resultados negativos na comparação interanual. Entre os componentes do índice, as compras industriais acumulam a maior retração no período (-13%), seguidas pelas horas trabalhadas na produção (-6,5%) e pelo faturamento real (-6,3%). Emprego e massa salarial recuaram 1,4% cada, enquanto a utilização da capacidade instalada diminuiu 0,7 ponto percentual. A queda da atividade industrial foi disseminada entre os segmentos pesquisados, apenas três dos 16 registraram desempenho positivo no acumulado do ano. Os avanços foram observados em alimentos (5,8%), móveis (3,3%) e têxteis (0,5%). As principais contribuições negativas vieram de máquinas e equipamentos (-12%), veículos automotores (-9,4%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-14,6%).

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

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