Mãe recebe 10 anos de prisão após morte do filho com arma
Uma mulher de 21 anos foi condenada a 10 anos de prisão nesta quarta-feira (9), no Novo México, nos Estados Unidos, após o filho de 2 anos encontrar uma arma de fogo dentro da bolsa dela e morrer com um disparo.
O caso aconteceu em abril de 2025. De acordo com a decisão da Justiça, a criança conseguiu acessar a arma porque ela estava guardada de forma insegura. Além da pena de prisão, a mãe deverá cumprir cinco anos de liberdade supervisionada após deixar o presídio.
Como a tragédia aconteceu
Segundo as investigações, a mulher dormia em um apartamento onde estava hospedada com outras pessoas quando o menino encontrou a arma dentro da bolsa. Em seguida, a criança fez um disparo contra si mesma e morreu no local.
Depois disso, dois homens que também estavam no imóvel retiraram a arma antes da chegada da polícia. Por esse motivo, as autoridades abriram uma investigação por adulteração de provas. Além disso, o caso passou a apurar a conduta de todos os envolvidos que estavam no apartamento naquele momento.
Defesa pediu redução da pena
Durante a audiência, a mãe afirmou que a morte do filho representa a maior punição que poderia enfrentar. Ela também pediu uma pena menor e disse que sofre, ainda, por permanecer distante dos outros filhos.
Além do mais, a mulher confessou os crimes de abandono de incapaz e adulteração de provas durante o processo. A defesa apresentou informações sobre o histórico de violência familiar vivido por ela. Segundo os advogados, esse contexto também deveria ser levado em consideração na definição da sentença.
Justiça rejeitou pedido da acusação
Inicialmente, o Ministério Público pediu a pena máxima, de 23 anos de prisão. Para os promotores, a criança só conseguiu pegar a arma porque ela não estava armazenada em um local seguro.
No entanto, o juiz decidiu aplicar uma pena menor. De acordo com a sentença, o magistrado avaliou tanto os fatos do processo quanto as circunstâncias apresentadas pela defesa. Mesmo assim, destacou que nenhuma decisão judicial seria capaz de reparar a morte da criança.
Além da condenação de 10 anos de prisão, a mulher permanecerá cinco anos em liberdade supervisionada após cumprir a pena.



