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PEIXOTO DE AZEVEDO: Delegado e investigador são condenados por corrupção e perderão cargos após decisão definitiva

PEIXOTO DE AZEVEDO: Delegado e investigador são condenados por corrupção e perderão cargos após decisão definitiva
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A Justiça condenou o delegado da Polícia Civil Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues e o investigador Marcos Paulo Angeli por crimes de corrupção relacionados à atuação na Delegacia de Polícia de Peixoto de Azevedo. A sentença foi proferida pelo juiz Guilherme Leite Roriz, da 1ª Vara da comarca.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), as investigações tiveram início após apurações da Corregedoria da Polícia Civil, que apontaram um esquema de cobrança de propina para liberar bens apreendidos e conceder benefícios a pessoas presas.

Segundo a decisão, conversas obtidas durante a investigação mostraram que os policiais discutiam a divisão dos valores recebidos de forma igualitária. A Justiça reconheceu dois casos de corrupção passiva: um envolvendo a cobrança de R$ 10 mil para que um empresário preso permanecesse em um alojamento com ar-condicionado, e outro em que foi solicitada vantagem de R$ 9 mil, além da fiança legal de R$ 1 mil, para colocar em liberdade um homem preso por embriaguez ao volante.

Pela decisão, o delegado e o investigador foram condenados, cada um, a 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 210 dias-multa.

Os empresários Sidney Carlos de Paula e Romildo Queiroz de Souza também foram condenados por corrupção ativa, com pena de 2 anos e 8 meses de reclusão e 30 dias-multa cada.

A sentença ainda determina a perda dos cargos públicos do delegado e do investigador, medida que será efetivada após o trânsito em julgado da condenação. Segundo o magistrado, as condutas são incompatíveis com o exercício da função pública por envolverem a comercialização de atos de ofício dentro da própria delegacia.

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