Politec confirma duas mortes por metanol; servidora é vítima em MT
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou a intoxicação por metanol em duas vítimas que morreram após consumir bebidas alcoólicas adulteradas em Mato Grosso, no mês de julho. A confirmação ocorreu por meio de análises toxicológicas realizadas em amostras de sangue, que identificaram a presença da substância.
Uma das vítimas é a servidora pública Ana Carolinne Gomes Carlos, de 31 anos, moradora de Novo Santo Antônio, que morreu no dia 12 de julho. Ela deixou quatro filhos.
Ana Carolinne deu entrada em uma unidade de saúde de Novo Santo Antônio apresentando um quadro grave de intoxicação. Segundo informações repassadas pelos médicos à Polícia Civil na época, ela chegou ao hospital com mal-estar, falta de ar, perda da visão, sonolência, confusão mental e dificuldade para falar. Durante o atendimento, a mulher relatou que havia consumido grande quantidade de bebida alcoólica na noite anterior ao início dos sintomas., em Novo Santo Antônio (MT), foi causada por intoxicação por metanol, substância altamente tóxica encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas.
O outro caso é de um homem, morador de Aripuanã, que faleceu no dia 8 do mesmo mês. As amostras de sangue foram encaminhadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) à Politec e analisadas pelo laboratório forense do órgão, responsável pelos exames relacionados à investigação de intoxicações. Os casos seguem sob investigação da Polícia Civil.
Com a confirmação das duas mortes por intoxicação por metanol, Mato Grosso contabiliza sete casos confirmados de intoxicação por metanol desde outubro de 2025.
Segundo a SES, os primeiros sintomas costumam ser confundidos com uma embriaguez comum, como náusea, vômito, dor de cabeça e confusão mental. Horas depois, o quadro pode evoluir para perda da visão, convulsões, coma e até a morte, motivo pelo qual recomenda que qualquer pessoa com esses sintomas após consumir bebida alcoólica procure atendimento médico imediatamente.



