Intenção de consumo das famílias é a maior desde 2015
Uma das causas para o aumento é o ambiente inflacionário mais favorável
A forte expansão de 20% na disposição para a compra de bens duráveis na comparação anual e a elevação de 1,1% na perspectiva de consumo no mês lideraram as variações da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em julho de 2026. Sob o efeito desses movimentos, o índice geral ajustado sazonalmente avançou 0,1% frente a junho e acumulou alta de 2,6% em 12 meses, atingindo 105,6 pontos. O resultado, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgado nesta quinta-feira (23), renova o maior patamar da série histórica desde março de 2015. Por outro lado, a perspectiva profissional registrou o recuo mais intenso desta edição do estudo, encolhendo 1,3% no mês e 8,7% no ano. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, os resultados da pesquisa refletem a confiança que os brasileiros mantêm no comércio. “Essa ligeira, porém contínua, melhora mensal na intenção de consumo das famílias evidencia a resiliência do setor produtivo”, avalia.
O subíndice do momento para compra de duráveis alcançou 77 pontos, beneficiado pela inflação acumulada de 0,78% em 12 meses para essa categoria em junho. Essa descompressão dos preços, somada às expectativas quanto aos próximos passos da taxa básica de juros e ao mercado de trabalho, impulsionou a perspectiva de consumo para 108,6 pontos. As condições de financiamento também acompanharam esse movimento positivo, com o acesso ao crédito crescendo 0,8% no mês e 7,4% na comparação anual, somando 104 pontos. O nível de consumo atual registrou avanço gradual de 0,1% no mês e de 2,8% no ano, para 93 pontos. No mercado de trabalho, a avaliação das condições atuais seguiu estável: o emprego atual subiu 0,4% na variação mensal, atingindo 127,7 pontos. Em contrapartida, a perspectiva profissional caiu pelo terceiro mês consecutivo ao recuar para 106 pontos.
Embora 48,6% das famílias ainda mantenham otimismo quanto aos próximos meses, este é o menor percentual observado na pesquisa desde novembro de 2022. A segmentação por faixa de renda mostrou que o avanço mensal da intenção de consumo foi sustentado pelas famílias com rendimento de até 10 salários mínimos. Este grupo cresceu 0,1% no mês e 2,9% no ano, alcançando 103,2 pontos.
Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil




