Mercado de capitais encerra o primeiro semestre com volume recorde
As captações totalizaram R$ 361,8 bilhões e as ofertas de renda fixa tiveram maior peso
As captações realizadas no mercado de capitais totalizaram R$ 361,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, marcando o melhor resultado para o período em toda série histórica da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), iniciada em 2012. O montante representa um aumento de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando todas as captações, o período registrou 1.513 operações, uma alta de 13%. As ofertas de renda fixa tiveram maior peso, contabilizando R$ 288,8 bilhões. No entanto, as emissões de híbridos, que somam FIIs (fundos imobiliários) e Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais), registraram recorde, com R$ 39,5 bilhões e R$ 8,3 bilhões em emissões, respectivamente.
Destaques do período, os títulos híbridos bateram recorde no primeiro semestre de 2026 somando R$ 47,8 bilhões em captação, puxado principalmente por pessoas físicas e fundos de investimento. A renda variável voltou a ganhar força em 2026 e já supera em 62,5% todo o volume de 2025. Os follow-ons (ofertas subsequentes de ações) alcançaram R$ 22,2 bilhões no primeiro semestre.
O volume de debêntures somou R$ 169,8 bilhões no primeiro semestre, um recuo de 12,1% em relação ao mesmo período em 2025, mas com acréscimo no número de operações, passando de 268 para 278 no acumulado até junho. Já no mercado secundário, o volume negociado de debêntures cresceu 20,6% e atingiu R$ 494,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. As notas comerciais chegaram a 123 operações, 43% maior na comparação com 2025, mas com recuo de 11,4% no valor captado nas ofertas. As emissões de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) somaram R$ 53,1 bilhões em 559 operações.
Fonte: amanha.com.br/categoria/economia




