Rio Grande do Sul e Paraná estão entre os estados mais urbanizados do país
O Sul corresponde a 20,4% das áreas urbanizadas do Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou na terça-feira (18) a quarta edição da série “Áreas Urbanizadas do Brasil”, com base em dados de 2022. O levantamento revela que a região Sul responde por 20,4% de todo o território urbano do país, consolidando-se como a segunda maior concentração de manchas urbanizadas, atrás apenas do Sudeste.
De acordo com o mapeamento, cinco estados concentram mais da metade (50,3%) das feições urbanizadas nacionais: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia. O estudo foi produzido por meio da interpretação visual de imagens de satélite, o que permite identificar não apenas a extensão das áreas urbanas, mas também dinâmicas como expansão, densificação, estabilidade e até retração desses espaços.
O IBGE considera áreas urbanizadas aquelas onde há predominância de moradias com proximidade entre si, além de equipamentos como escolas, igrejas, comércio, serviços, indústrias e cemitérios. O conceito vai além da simples ocupação do solo: ele busca capturar as interações de vizinhança e o modo de vida urbano, expressos pela presença de edificações, circulação de pessoas, rede viária e a relação de proximidade entre as residências.
Um dos recortes mais interessantes da publicação é a análise dos chamados Vazios Intraurbanos — áreas não ocupadas por construções, com extensão entre 0,25 quilômetros quadrados e 2,5 quilômetros quadrados, que estão dentro dos perímetros urbanizados. Esses vazios podem abrigar parques, corpos d’água, áreas verdes, terrenos baldios ou espaços protegidos por legislação ambiental.
Nesse quesito, três estados se destacaram com os maiores incrementos de expansão horizontal sobre vazios: Rio Grande do Sul (15,6 quilômetros quadrados), Santa Catarina (12,7 quilômetros quadrados) e São Paulo (10,5 quilômetros quadrados). O dado indica um movimento de preenchimento desses espaços, com novos loteamentos e ocupações que alteram a morfologia urbana.
Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil




