Emplacamentos de veículos crescem quase 17%
O resultado aponta o terceiro melhor mês de agosto
Os emplacamentos de veículos no Brasil somaram 503.768 unidades em agosto, volume 0,1% inferior ao de julho e 16,8% superior ao de agosto de 2025, segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No acumulado até agosto, foram emplacadas 3.723.713 unidades, (incluindo implementos rodoviários e outros), alta de 15,3% sobre igual período de 2025. Agosto teve 21 dias úteis, ante 23 em julho.
“Os resultados continuam positivos, mesmo em um ambiente no qual o custo do crédito ainda é elevado. A redução gradual da Selic e a manutenção de um mercado de trabalho aquecido são sinais favoráveis, embora ainda seja necessário acompanhar a evolução da economia nos próximos meses”, afirma Arcelio Junior, presidente da Fenabrave. Segundo ele, segmentos como o de automóveis, comerciais leves e motocicletas têm apresentado um desempenho positivo e até acima do projetado, muito em função de programas como o Carro Sustentável e MOVE, este último refreando a queda observada em segmentos como caminhões, ônibus e implementos.
As motocicletas continuam crescendo, com aumento mensal de 3%. O segmento é impulsionado pela participação relevante dos consórcios. Motocicletas elétricas tiveram aumento de 85% no acumulado do ano, com 11.587 unidades entre janeiro e agosto de 2026, ante 6.261 no mesmo período de 2025. Apesar do crescimento, ainda representam volume pequeno no total do segmento.
Em caminhões houve retração mensal de 14,2%, mas crescimento na comparação anual (9%), apoiados pelo Programa MOVE Brasil. Implementos Rodoviários recuaram 17,4% após forte alta em julho, mas no acumulado aponta estabilidade. Os emplacamentos de ônibus também recuaram 9,4% em agosto em relação a julho, no acumulado de 2026, o segmento ainda registra resultado negativo (-4,2%). Máquinas agrícolas apresentaram retração de 2,2% em julho sobre junho, 32,9% na comparação anual e 19,2% no acumulado do ano, o setor ainda sente os efeitos do endividamento e do custo do crédito.
Fonte: amanha.com.br/categoria/economia




