Vídeo mostra trans conversando com homem antes de ser morta em MT
Um homem ainda não identificado aparece nas imagens de uma câmera de segurança conversando com a jovem trans Thayla Santos de Souza, de 24 anos, pouco antes de ela ser assassinada em Várzea Grande. No vídeo, os dois estão na calçada em frente a uma residência, caminham juntos até o asfalto e, na sequência, seguem em direção a um matagal. Depois disso, Thayla não foi mais vista com vida. Quase dois anos após o crime, o homem que aparece no video continua sem identificação. A Polícia Civil tenta descobrir quem é o suspeito e pede ajuda da população para chegar até ele.
As imagens registram justamente um dos últimos momentos de Thayla. Ela, que vestia uma roupa branca, conversa com o homem na calçada. Ele olhava o celular a todo momento. Depois, eles deixam a calçada e seguem para uma área de mata.
Thayla era natural do Amazonas e morava em Várzea Grande havia cerca de três anos. Ela desapareceu na sexta-feira, 20 de dezembro de 2024, depois de sair para uma festa acompanhada de uma amiga. A família comunicou o desaparecimento à Polícia Civil. Três dias depois, em 23 de dezembro, o corpo da jovem foi encontrado em uma região de mata no Zero Km, em Várzea Grande, local conhecido por concentrar pontos de prostituição.
Thayla estava seminua e com uma sacola na cabeça. Na época, a Polícia Civil classificou o crime como brutal.
O delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que uma lesão provocada por faca havia sido identificada. “Aqui identificamos que houve uma lesão causada por faca, mas precisamos aguardar o exame de necropsia para poder afirmar com certeza. Por ser uma área de vulnerabilidade, muitas vezes clientes se aproveitam da situação e cometem atos como esse. Existe suspeita que o autor possa ter sido um cliente, sim. Estamos aprofundando as investigações e pedimos a ajuda da população. Qualquer informação que possa levar ao autor desse crime horrendo será mantida em sigilo”, explicou o delegado, na época dos fatos.
Na avaliação de Farias, as circunstâncias indicavam que Thayla provavelmente foi morta no próprio local onde o corpo foi encontrado. “Eu acredito pelas circunstâncias que o homicídio ocorreu no local. Não sei se veio com uma desculpa de que iria conversar ou algo parecido, às vezes contrata um programa ou algo do tipo e acaba tendo um final trágico. Mas a Polícia Civil está aqui para aprofundar nas investigações e responsabilizar o autor desse homicídio”, acrescentou. Qualquer informação que possa ajudar a identificar o homem ou esclarecer o assassinato pode ser repassada à Polícia Civil pelo número 197. A identidade do denunciante é mantida em sigilo.



