Operação mira esquema de lavagem com movimentação de R$ 11,6 bilhões
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga uma complexa estrutura financeira que teria sido utilizada para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial na aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.
A Operação Crédito Oculto, deflagrada nesta quinta-feira, cumpre 29 mandados de busca e apreensão ligados a 13 pessoas físicas e 24 empresas em seis estados. Em Mato Grosso, um dos mandados é cumprido em uma distribuidora localizada em Várzea Grande.
Segundo as investigações, os envolvidos teriam utilizado fundos de investimento, holdings, fintechs, empresas patrimoniais e empresas de fachada para esconder os verdadeiros proprietários de negócios e dificultar o rastreamento dos recursos.
Entre as operações investigadas está uma transação de aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios de uma usina sucroalcooleira. O esquema teria criado fluxos financeiros entre empresas e fundos ligados ao mesmo grupo para dar aparência de legalidade às movimentações.
Os investigadores também apontam que cerca de R$ 100 milhões teriam sido direcionados para financiar a aquisição da distribuidora de combustíveis. Os valores teriam passado por diferentes empresas e contas antes de chegar à estrutura utilizada na operação.
Um dos principais dados levantados pelo Gaeco é que uma empresa financeira relacionada à operação movimentou aproximadamente R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. Para os investigadores, o volume, associado aos demais elementos, reforça os indícios de ocultação patrimonial e lavagem de capitais.
A Operação Crédito Oculto é um desdobramento da Operação Carbono Oculto. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a origem e o destino dos recursos.



