Sema intensifica fiscalização durante a piracema e apreende mais de 278 kg de pescado irregular
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) intensificou as operações de fiscalização nos rios mato-grossenses na reta final do período de Piracema, que termina em 31 de janeiro. O objetivo é garantir a proteção das espécies de peixes e assegurar a reprodução para manter o estoque pesqueiro para as futuras gerações.
No último trimestre de 2024, a Sema apreendeu 278,42 kg de pescado irregular, sendo 61kg apenas em dezembro, nas regiões da Baixada Cuiabana e nos municípios de Poconé, Rosário Oeste, Nobres, Rondonópolis e Itiquira. As multas aplicadas chegaram a R$ 16.215,00, além de 2.234 veículos e 158 embarcações sendo fiscalizados.
Em 2025, a fiscalização já resultou na apreensão de diversos equipamentos ilegais, incluindo 10 dedes, três tarrafas e quatro canoas, e no apreendimento de mais de 10,6 kg de filé de pintado e exemplares de jaú e cachara. O pescado apreendido foi doado para o Lar de Idosos em Santo Antônio de Leverger.
O coordenador da Fiscalização de Fauna da Sema, Alan Silveira, ressaltou que as operações continuarão até o fim do período de defeso, abrangendo vistorias em estabelecimentos comerciais, barreiras e patrulhamento terrestre. “O objetivo é garantir que esses peixes não sejam retirados dos rios, permitindo sua reprodução”, destacou.
O período de defeso é crucial para a preservação das espécies de peixes, com a pesca proibida, exceto para a pesca de subsistência praticada por populações tradicionais. Infratores podem ser multados em valores que variam de R$ 5 mil a R$ 200 mil, além de terem o pescado e os equipamentos apreendidos.
Denúncia.
A pesca ilegal e outros crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou WhatsApp), pelo email ouvidoria@sema.mt.gov.br, pelo aplicativo MT Cidadão ou Fale Cidadão da CGE, ou em uma das regionais da Sema.
Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.





