Polícia Civil investiga mortes de jovens trans transmitidas por videochamada; quatro pessoas presas
As mortes de Anna Clara Ramos Felipe e Ayla Pereira dos Santos, ambas de 18 anos, que foram brutalmente assassinadas, foram transmitidas ao vivo por videochamada para um reeducando investigado por encomendar o crime. A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na última terça-feira, 18 de fevereiro, contra o preso da Penitenciária Central do Estado (PCE). Durante as buscas, celulares e chips foram encontrados, incluindo o que se acredita ser o dispositivo usado para transmitir as mortes das vítimas.
Além do reeducando, outras três pessoas foram presas por envolvimento no caso, e uma quinta pessoa está foragida, com a ordem de prisão decretada. O delegado Igor Sasaki informou que, na videochamada, mais de uma pessoa assistiu ao crime, incluindo a tortura das vítimas. As investigações seguem para identificar se essas pessoas também são mandantes do crime.
O crime aconteceu em janeiro, quando os corpos de Ayla e Anna Clara foram encontrados amordaçados e com sinais de tortura em uma área de mata em Tangará da Serra-MT, após desaparecerem no dia 28 do mesmo mês. A investigação apontou que as vítimas tinham envolvimento com facções criminosas, e o assassinato teria sido cometido por ordem de uma organização criminosa, com motivação ainda não completamente esclarecida.
Durante as buscas na casa onde as vítimas foram torturadas, foram encontrados objetos que sugerem a brutalidade do crime, como barras de ferro, além de uma grande quantidade de drogas. As investigações seguem para esclarecer todos os envolvidos no homicídio.
Fonte: Por Jardes Johnson, g1 MT.





