AVC não é mais “doença de idoso” — e isso deveria ligar o sinal de alerta
Por muitos anos, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi associado quase exclusivamente à população idosa. No entanto, dados recentes e relatos de profissionais de saúde mostram uma mudança preocupante nesse cenário: o número de casos entre jovens e adultos com menos de 50 anos tem crescido de forma consistente.
Especialistas apontam que hábitos de vida pouco saudáveis e a falta de acompanhamento médico estão entre os principais fatores para esse avanço. Pressão alta, colesterol elevado e diabetes, muitas vezes não diagnosticados, são cada vez mais comuns em pessoas jovens.
Fatores de risco mais comuns
Entre as principais causas associadas ao AVC em faixas etárias mais baixas estão o sedentarismo, a má alimentação, o estresse excessivo, além do uso de cigarro, álcool e outras drogas. O uso de anticoncepcionais, quando associado ao tabagismo, também pode aumentar o risco, segundo especialistas.
Outro ponto de atenção é o estilo de vida moderno, marcado por longos períodos sentado, seja no trabalho ou nos estudos, o que contribui para problemas circulatórios.
Sintomas exigem atendimento imediato
O AVC ocorre de forma súbita e pode evoluir rapidamente. Entre os principais sintomas estão fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, assimetria facial, perda de visão, tontura e dor de cabeça intensa.
Ao perceber qualquer um desses sinais, a recomendação é buscar atendimento médico imediato. O tempo de resposta é decisivo para reduzir o risco de morte e de sequelas permanentes.
Impactos vão além da internação
Mesmo quando o paciente sobrevive, o AVC pode deixar sequelas motoras, cognitivas e emocionais, comprometendo a capacidade de trabalhar e a qualidade de vida. Em jovens, o impacto costuma ser ainda maior, por atingir pessoas em plena fase produtiva.
Prevenção é a principal aliada
Estudos indicam que grande parte dos casos de AVC pode ser evitada com hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular. Prática de atividade física, alimentação equilibrada, controle da pressão arterial, abandono do cigarro e redução do estresse estão entre as principais medidas preventivas.
Alerta à população
A ideia de que o AVC é uma doença exclusiva de idosos não corresponde mais à realidade. Informação, prevenção e atenção aos sinais são fundamentais para salvar vidas e reduzir danos.





