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Depressão na adolescência: a dor silenciosa que muitos jovens não conseguem explicar

Fonte: CNN Brasil/ Imagem: Pinterest
Depressão na adolescência: a dor silenciosa que muitos jovens não conseguem explicar
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A depressão na adolescência nem sempre se apresenta de forma clara ou fácil de identificar. Para muitos jovens, ela não começa como um diagnóstico clínico, mas como uma experiência cotidiana marcada por tristeza profunda, solidão, irritação e sensação de desconexão com o mundo ao redor.

Estudos recentes mostram que, embora a tristeza seja frequente, ela raramente aparece sozinha. Muitos adolescentes relatam sentir-se sozinhos mesmo estando acompanhados, com a impressão constante de não pertencer ou de existir uma barreira invisível entre eles e as outras pessoas. A irritabilidade e a raiva, especialmente entre meninos, também são comuns, mas nem sempre reconhecidas como sinais de depressão.

Outro desafio é a dificuldade de expressar o que sentem. Muitos jovens não conseguem colocar em palavras a dor emocional e recorrem a metáforas para tentar explicar o sofrimento. Esse bloqueio na comunicação pode atrasar o reconhecimento do problema e intensificar o isolamento, sobretudo quando o sofrimento é minimizado com frases como “é só uma fase” ou “é exagero”.

O contexto de vida tem papel central nesse processo. Conflitos familiares, bullying, pressão escolar e expectativas irreais podem funcionar como gatilhos ou agravantes. Assim, a depressão não é vivida apenas como algo interno, mas profundamente ligada às relações sociais e ao ambiente em que o adolescente está inserido.

Buscar ajuda também não é simples. O medo do julgamento, a desconfiança em relação aos adultos e a sensação de não ser levado a sério fazem com que muitos jovens enfrentem a dor sozinhos. Quando conseguem apoio, valorizam profissionais que escutam, respeitam sua história e os incluem nas decisões, mais do que abordagens autoritárias.

Compreender a depressão a partir da vivência dos adolescentes não substitui o diagnóstico, mas amplia o olhar. Ouvir, acolher e reconhecer o sofrimento pode fazer a diferença para que esses jovens se sintam vistos e encontrem caminhos mais saudáveis para cuidar da própria saúde mental.

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