Quadrilha usa brecha no Gov.br para aplicar golpes e faz dezenas de vítimas em todo o país
Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema de estelionato em escala nacional que utilizava uma vulnerabilidade no sistema Gov.br para acessar dados pessoais e aplicar golpes. A apuração, conduzida pela delegacia de Lucas do Rio Verde (MT), identificou mais de 50 vítimas espalhadas por diversos estados brasileiros.
A operação resultou na prisão de três suspeitos, localizados na cidade de São Paulo, apontados como responsáveis diretos pela execução dos crimes.
Segundo o delegado Breno Houly, responsável pelo caso, os criminosos exploravam a falha para obter informações sensíveis, inclusive de autoridades públicas. Com esses dados em mãos, o grupo se passava por pessoas influentes ou ocupantes de cargos estratégicos, facilitando a aplicação dos golpes.
O principal alvo eram concessionárias e comerciantes de veículos, onde os suspeitos tentavam realizar compras fraudulentas, utilizando identidades falsas para ganhar credibilidade nas negociações.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo agia de forma estruturada e recorrente, repetindo o mesmo método em diferentes regiões do país. A estimativa atual é de mais de 50 pessoas prejudicadas, número que pode aumentar à medida que novas vítimas forem identificadas.
Um dos crimes quase foi concluído em Lucas do Rio Verde, quando os suspeitos tentaram negociar a compra de um veículo em uma concessionária local. O golpe acabou sendo descoberto após o proprietário do estabelecimento estranhar erros grosseiros de português e o uso inadequado da linguagem nas mensagens enviadas por WhatsApp, incompatíveis com o cargo que o suposto comprador alegava ocupar.
Por se tratar de uma cidade do interior, o comerciante optou por confirmar diretamente a identidade com um magistrado da comarca. A checagem revelou a fraude, e o caso foi comunicado imediatamente à Polícia Civil.
Com o avanço das investigações, os policiais localizaram e prenderam três homens, com idades entre 22 e 29 anos, em conjuntos residenciais dos bairros Nova América e Jardim Alvorada, em São Paulo.
Os investigados residiam na capital paulista e, segundo a polícia, mantinham contato com vítimas em diferentes estados, sendo considerados executores diretos do esquema criminoso.
A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar novas vítimas, dimensionar o alcance do vazamento de dados e verificar a possível existência de outros envolvidos.
Os presos poderão responder por crimes como estelionato, falsa identidade, uso indevido de dados pessoais e associação criminosa. O inquérito segue em andamento.
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