Quem era o pastor executado em praça pública em Juara e o que pode ter motivado o crime
A execução de Altair da Silva Santos, de 46 anos, ocorrida na tarde desta segunda-feira, 26 de janeiro, na Praça dos Colonizadores, em Juara (MT), ainda é cercada de mistério, mas novas informações ajudam a traçar o perfil da vítima e as possíveis motivações do crime.
Altair foi morto a tiros após ser surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que se aproximaram e efetuaram três disparos, atingindo principalmente o rosto. Ele morreu no local, antes da chegada do socorro.
A forma como o homicídio foi cometido — rápida, direta e sem chance de defesa — levou a Polícia Civil a tratar o caso, desde o início, como uma execução, trabalhando com a hipótese de acerto de contas ou vingança.
Segundo apurado pelas forças de segurança, Altair era reeducando do sistema prisional e prestava serviços à Prefeitura de Juara, informação que também está sendo analisada no contexto da investigação.
De acordo com informações preliminares, Altair respondia a um processo por estupro de vulnerável, registrado em 2023. O caso teria causado forte repercussão na cidade, o que levanta a suspeita de que o assassinato possa estar ligado a um ato de represália.
A Polícia Civil ressalta, no entanto, que nenhuma linha de investigação foi descartada. Embora a motivação inicial registrada seja vingança, somente a conclusão do inquérito poderá confirmar as circunstâncias reais do crime.
Após a execução, os suspeitos fugiram em direção à Avenida José Alves Bezerra, sentido bairro Jardim América, e ainda não foram localizados. A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança e colhe depoimentos de testemunhas para identificar os autores e verificar se houve mandante.
O caso segue sob investigação na Delegacia de Polícia Civil de Juara.




