Reforma tributária muda o jogo: logística terá de rever custos, contratos e estratégia a partir de 2026
A reforma tributária, que começa a valer em 2026, deve provocar uma profunda reestruturação fiscal e operacional no setor de logística. O novo modelo substitui tributos atuais por dois impostos: o IBS, que unifica ICMS e ISS, e a CBS, que assume o lugar de PIS e Cofins.
Com a mudança, altera-se a lógica de tributação do transporte, exigindo das empresas revisão de custos, contratos e planejamento financeiro. Especialistas apontam que o impacto vai além da troca de impostos, afetando diretamente a precificação do frete e as margens de lucro.
O desafio é ainda maior diante do cenário de custos logísticos elevados: em 2023, o setor representou 18,4% do PIB, segundo o ILOS. Durante o período de transição, até 2033, o sistema antigo vai coexistir com o novo, aumentando a complexidade da gestão tributária.
Para especialistas, empresas que investirem em governança, tecnologia e integração de dados sairão na frente. A previsibilidade fiscal e o planejamento antecipado devem se tornar diferenciais competitivos no novo ambiente econômico.





