Vida interrompida aos 14 anos: família pede justiça após adolescente ser morto por engano em Cáceres
Familiares do adolescente Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos, morto por engano a mando de uma facção criminosa, realizaram um protesto nesta segunda-feira, 19 de janeiro, na Praça Barão do Rio Branco, em Cáceres. Moradores se uniram ao ato pedindo justiça e penas mais duras aos envolvidos, que também são adolescentes.
Com faixas e palavras de ordem, os manifestantes lamentaram a perda do jovem e criticaram a impunidade. “Os magistrados têm que perceber a periculosidade dessas pessoas”, disse um participante durante o protesto.
O crime ocorreu no sábado (17), quando Murilo foi assassinado a tiros dentro de casa após o local ser invadido por outros adolescentes. Segundo a polícia, o alvo seria o irmão da vítima, de 19 anos, suspeito de envolvimento com uma facção rival. Uma adolescente teria repassado informações para que o ataque fosse planejado.
Em entrevista à TV Centro América, o delegado Higo Rafael afirmou que facções criminosas recrutam menores por causa de brechas na legislação.
“As facções sabem da vulnerabilidade da lei e se utilizam dessa vulnerabilidade para recrutar adolescentes para cometerem crimes por eles, sabendo que logo mais estarão na rua”, destacou.
Todos os suspeitos foram apreendidos; um deles morreu em confronto com a polícia. O caso segue sob investigação.





