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Filha é apontada como mandante da morte do próprio pai após 5 anos: crime que parecia latrocínio era execução planejada

Fonte: TERRA MT DIGITAL
Filha é apontada como mandante da morte do próprio pai após 5 anos: crime que parecia latrocínio era execução planejada
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Um caso que durante anos foi tratado como latrocínio ganhou uma reviravolta chocante. A Polícia Civil concluiu que o assassinato do empresário Ricardo Luiz Nolasco Lopes, de 56 anos, morto em janeiro de 2020, em Campinas, foi planejado pela própria filha, que na época tinha 25 anos, com a ajuda do namorado.

O crime aconteceu na Estrada Benedito Nardes, no distrito de Sousas. Na versão apresentada inicialmente, pai e filha estavam no carro quando teriam sido abordados por um suposto assaltante armado. Segundo o relato, o criminoso levou R$ 300 e efetuou diversos disparos, atingindo apenas o empresário, que morreu ainda no local.

As primeiras investigações não identificaram suspeitos e o inquérito caminhava para arquivamento. No entanto, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada à Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Campinas, decidiu reabrir o caso após identificar inconsistências na narrativa apresentada.

Os investigadores observaram que o número elevado de disparos e o uso de mais de uma arma não condiziam com a dinâmica típica de um roubo seguido de morte.

Com a reanálise do caso, novos depoimentos foram colhidos, incluindo o do então namorado da filha da vítima. Durante a oitiva, ele apresentou contradições e revelou detalhes sobre a quantidade de tiros e o calibre das armas — informações que, segundo a polícia, só poderiam ser conhecidas por quem esteve na cena do crime.

Diante das evidências, ele teria admitido que a emboscada foi planejada após a jovem convencer o pai a ir até o local sob o pretexto de visitar um imóvel em construção.

De acordo com a conclusão da Polícia Civil, o crime teria sido motivado pelo fato de o empresário não aceitar o relacionamento da filha com o companheiro.

O que parecia um assalto comum, na verdade, teria sido uma execução cuidadosamente arquitetada.

Com o avanço das investigações, o caso passou a ser tratado como homicídio qualificado. O inquérito foi concluído com o indiciamento dos envolvidos, e o processo segue agora à disposição da Justiça.

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