Policial é preso em Colíder por suspeita de esquema de propina com indicação de advogados
A Polícia Civil de Colíder cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um investigador de 48 anos, suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção dentro da delegacia do município. O servidor é investigado pelos crimes de corrupção passiva, concussão, violação de sigilo funcional e tentativa de fraude processual.
A ordem judicial foi expedida pela juíza Laura Dorilêo Cândido, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias em Sinop. Além da prisão, a operação incluiu busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático e afastamento cautelar do policial de suas funções.
De acordo com as investigações, o investigador indicava advogados a pessoas custodiadas na delegacia em troca de vantagens financeiras. Uma das vítimas, uma advogada, relatou que a relação com o suspeito começou após ele sugerir a um preso que aproveitasse a presença dela na unidade policial para contratar seus serviços.
Ainda segundo o depoimento, o policial teria revelado a existência de um esquema estruturado de indicações e afirmado que profissionais que se recusassem a participar seriam “queimados”, com prejuízos à reputação. A partir disso, teriam iniciado os repasses financeiros pelas indicações.
Mesmo após a descoberta das irregularidades, o suspeito teria procurado a advogada para orientá-la sobre como deveria se manifestar em eventual investigação, afirmando que “se um caísse, todos cairiam”, além de sugerir que o telefone dela poderia estar grampeado.
Diante dos indícios, o Ministério Público representou pelas medidas cautelares. Na decisão, a magistrada destacou a necessidade da prisão para evitar interferência nas investigações, preservar a colheita de provas e identificar possíveis outros servidores envolvidos no esquema.
O caso segue sob investigação.





