Serviços fecham o ano em alta pela quinta vez seguida
Índice teve variação negativa de 0,4% em dezembro
O volume de serviços do país teve variação negativa de 0,4% em dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal, frente ao mês imediatamente anterior, interrompendo uma sequência de nove resultados positivos e uma estabilidade. Nesse período, o setor acumulou ganho de 3,6%. São informações da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Assim, em dezembro de 2025, o setor de serviços está 0,4% abaixo do auge da série histórica, alcançado em novembro de 2025, e 19,6% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020.
Ainda em dezembro houve disseminação de taxas negativas: três das cinco atividades e dezesseis das 27 unidades da federação mostraram retração no volume de serviços frente ao mês anterior. A atividades de transportes mostrou o recuo mais impactante (-3,1%). No recorte regional, São Paulo (-0,3%) e Santa Catarina (-3,9%) lideraram as perdas do setor.
“O resultado de dezembro de 2025, na série ajustada sazonalmente, foi amplamente influenciado pelo recuo no setor de transportes, que mostrou taxas negativas em todos os modais investigados: terrestre (-1,7%); aquaviário (-1,4%); aéreo (-5,5%); e armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio (-4,9%). O cenário de perdas do setor também se refletiu sob a perspectiva dos transportes por tipo de uso, com recuos de 3,9% no transporte de passageiros e de 1,6% no transporte de cargas, em relação a novembro de 2025”, detalha Rodrigo Lobo, gerente da PMS.
No acumulado anual, frente a igual período de 2024, os serviços registraram alta de 2,8%. Foi o quinto ano consecutivo com taxa positiva para o setor, que acumula um ganho de 31% entre 2021 e 2025, após ter retraído 7,8% em 2020, quando foi fortemente impactado pelos efeitos da pandemia. Os ramos que mais se destacaram nos últimos cinco anos, em termos de magnitude de crescimento, foram serviços de tecnologia da informação (84,4%), os serviços técnico-profissionais (59,8%) e o transporte terrestre (43,5%).
Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil






