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STJ decreta nova prisão de PMs suspeitos de forjar confronto na morte do advogado Renato Nery

Fonte: g1MT
STJ decreta nova prisão de PMs suspeitos de forjar confronto na morte do advogado Renato Nery
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Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nova prisão preventiva dos policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira. Eles são investigados por supostamente forjar um confronto com a arma utilizada no crime que resultou na morte do advogado Renato Nery.

A decisão foi proferida pela ministra Maria Marluce Caldas e publicada nesta quarta-feira, 18 de fevereiro. A magistrada atendeu a pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, que recorreu após instâncias inferiores concederem liberdade provisória aos réus.

Na decisão, a ministra destacou a gravidade concreta dos fatos e o risco à ordem pública. Segundo ela, uma das armas apresentadas pelos policiais estaria vinculada a outros homicídios, inclusive com indícios de uso de munição própria da corporação.

Maria Marluce Caldas também ressaltou a necessidade de resguardar a instrução processual, diante do risco de intimidação de vítimas sobreviventes e testemunhas.

Histórico

Os militares chegaram a ser presos em março do ano passado durante as investigações, mas, em dezembro, obtiveram autorização da Justiça Militar para retornar às atividades externas. Eles respondem por homicídios qualificados e são suspeitos de simular confrontos armados para ocultar provas.

Entre os antecedentes citados pela Justiça de Mato Grosso, Jorge Rodrigo aparece em processo relacionado à morte de Mayk Sanches Sabino, em 2020, e foi indiciado também pela morte de Ricardo Conceição da Silva, em 2023, no bairro Três Barras, em Cuiabá.

Leandro Cardoso foi alvo da Operação Simulacrum, que investigou policiais militares suspeitos de simular confrontos armados.

O advogado Renato Nery foi morto a tiros em julho de 2024, quando chegava ao próprio escritório. De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, o atirador já o aguardava no local e fugiu em seguida em uma motocicleta.

A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros (ACS-MT), que representa a defesa de um dos investigados, informou por nota que acompanha o caso e declarou confiança na atuação das instituições de Justiça.

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