Advogados são alvos de operação por prometer decisões judiciais a presos em Cuiabá
Dois advogados e um bacharel em Direito foram alvos de uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso, nesta quarta-feira, 4 de março, suspeitos de explorar familiares de detentos ao prometer decisões judiciais favoráveis, em Cuiabá.
Os investigados foram identificados como Gustavo Barros dos Santos, Liomar Santos de Almeida e Dimas Pimentel Barroso. A reportagem tenta localizar a defesa deles.
Segundo as investigações, o grupo abordava familiares de presos e garantia decisões favoráveis, alegando possuir influência junto a membros do Judiciário. Para isso, cobrava valores elevados, sob o argumento de que o dinheiro seria destinado a pessoas com suposta capacidade de interferir nos processos.
As negociações ocorreriam por meio de encontros presenciais e aplicativos de mensagens, sempre com orientação para que fossem mantidas em absoluto sigilo.
Na ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos bairros Pico do Amor, Santa Rosa e Residencial Coxipó, além de três mandados de imposição de medidas cautelares e nove ordens de afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático.

As medidas cautelares impostas incluem comparecimento periódico em juízo, proibição de contato com outros investigados e testemunhas, proibição de deixar a comarca sem autorização judicial — com entrega do passaporte — e monitoramento eletrônico por tornozeleira.
Já as quebras de sigilo têm como objetivo aprofundar a análise da movimentação financeira e das comunicações, para identificar a origem e o destino dos valores supostamente obtidos, bem como a dinâmica do grupo.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso informou que acompanhou a operação por meio do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) e que o caso será analisado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para adoção das medidas cabíveis.
As investigações continuam.





