Bem-vindo(a). Hoje é
Mais previsões: Tempo Lisboa

“Angeliquinha”: quem é a mulher apontada como chefe do Comando Vermelho no norte de MT

Fonte: g1MT
“Angeliquinha”: quem é a mulher apontada como chefe do Comando Vermelho no norte de MT
Publicidade 12
Compartilhe!

Conhecida pelo apelido de “Angeliquinha”, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, é apontada pela Polícia Civil como uma das líderes da facção criminosa Comando Vermelho nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes, na região norte de Mato Grosso.

Em março de 2025, ela foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de quatro trabalhadores no município de Nova Monte Verde, a cerca de 920 quilômetros de Cuiabá. Os crimes ocorreram em 2022.

Na sentença, o Conselho de Sentença reconheceu que os homicídios foram cometidos por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, circunstâncias que agravaram a pena.

Angélica cumpria pena no presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. No entanto, na madrugada de 17 de agosto de 2025, ela fugiu da unidade prisional junto com outra detenta, Jéssica Leal da Silva, de 36 anos.

Desde então, Angélica é considerada foragida da Justiça e classificada pelas autoridades como de alta periculosidade.

Facção e movimentação milionária

Mesmo fora do presídio, segundo a Polícia Civil, ela continuou comandando as atividades da organização criminosa com apoio da filha, do genro e do pai.

Os três foram presos nesta quinta-feira (5), durante a Operação Showdown, que investiga um esquema de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar. Conforme a polícia, eles atuavam como operadores financeiros da organização.

De acordo com as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões em menos de dois anos, valores considerados incompatíveis com a renda declarada.

Negócios de fachada

Nas redes sociais, a filha de Angélica, Kauany Beatriz de Sá, se apresenta como influenciadora digital, dona de uma loja de roupas e de um estúdio de sobrancelhas, além de divulgar jogos de azar on-line.

O marido dela, Guilherme Laureth, também ostentava viagens e bens de alto valor nas redes sociais, frequentemente em publicações ao lado da família.

Segundo a Polícia Civil, esses negócios funcionavam como fachada para movimentação e ocultação de dinheiro proveniente do tráfico.

Já o pai da investigada, Paulo Felizardo de Sá, seria responsável por administrar um garimpo ilegal na região de Alta Floresta, além de um bar e um prostíbulo nas proximidades de Nova Bandeirantes.

Angélica Saraiva de Sá foi o único alvo da operação que não foi localizado e segue foragida.

O g1 informou que tenta localizar a defesa dos investigados citados na reportagem.

Publicidade 13

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *