Aprosoja-MT alerta que alta do diesel pode pressionar alimentos e afetar produção agrícola
Segundo a entidade, o aumento do combustível levanta questionamentos sobre a forma como os preços são definidos no país. Embora o mercado internacional, especialmente o valor do petróleo Brent, sofra oscilações, a associação avalia que alguns setores da cadeia de distribuição podem estar se antecipando aos reajustes, ampliando margens de lucro e aumentando ainda mais a pressão sobre os consumidores.
Para os produtores, o cenário atual é considerado delicado. O setor agrícola já enfrenta dificuldades como taxas de juros elevadas, alto nível de endividamento e margens financeiras reduzidas.
Nesse contexto, um novo reajuste no diesel pode agravar ainda mais a situação. A Aprosoja-MT avalia que o aumento do combustível pode gerar fortes reflexos na produção e no transporte de mercadorias em todo o país.
A entidade destaca que o diesel é um insumo fundamental para diversas etapas da cadeia produtiva, desde o funcionamento das máquinas agrícolas no campo até o transporte rodoviário responsável por levar produtos essenciais aos centros de consumo.
Por esse motivo, a associação alerta que o encarecimento do combustível tende a chegar rapidamente ao consumidor final, influenciando diretamente no preço de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos, além de contribuir para o aumento da inflação.
Outro ponto destacado na nota é o que a entidade classifica como uma vulnerabilidade estrutural do Brasil. Apesar de ser um grande produtor de petróleo, o país ainda depende da importação de diesel, situação que o torna suscetível a crises e tensões geopolíticas internacionais.
Como alternativa para reduzir essa dependência, a Aprosoja-MT defende o fortalecimento da política de biocombustíveis. A proposta é ampliar a mistura de biodiesel ao diesel para 20% (B20), utilizando a produção nacional de soja como forma de fortalecer a segurança energética do país.
Medidas emergenciais
Diante do cenário de alta nos preços, a entidade também pede rapidez na adoção de medidas por parte do poder público. Entre as alternativas sugeridas está a adoção de ações semelhantes às realizadas em 2022, quando o governo federal zerou tributos sobre combustíveis e alguns estados reduziram as alíquotas do ICMS.
A Aprosoja-MT ressalta que a atuação conjunta dos governos federal e estaduais é fundamental para preservar a competitividade do agronegócio e evitar impactos ainda maiores na economia e no custo de vida da população.




