Defesa de coronel mantém versão de suicídio em morte de policial militar em SP
Quase um mês após a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, a defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto afirma que a soldado tirou a própria vida com um disparo na cabeça. O caso ocorreu em 18 de fevereiro, em um apartamento no bairro Brás, na cidade de São Paulo.
Segundo o advogado Eugênio Malavasi, que representa o coronel, a defesa aguarda a conclusão das investigações da Polícia Civil de São Paulo e afirma confiar que os laudos irão confirmar a hipótese de suicídio.
Já o advogado José Miguel da Silva Júnior, que representa a família da policial, sustenta que Gisele foi vítima de feminicídio e que o marido seria o responsável pelo crime.
Inicialmente registrado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita. A polícia aguarda a conclusão de laudos da Polícia Técnico‑Científica de São Paulo para esclarecer as circunstâncias da morte.

Entre os exames já realizados, o laudo necroscópico apontou que a causa da morte foi um disparo à queima-roupa na cabeça. Peritos também identificaram lesões no rosto e no pescoço da policial, além de marcas de unhas, o que levantou dúvidas sobre a versão inicial.
Outros exames, como o toxicológico e a análise detalhada do local do crime, ainda devem ser anexados ao inquérito. A investigação também considera relatos de possíveis conflitos no relacionamento do casal.
Paralelamente, a Polícia Militar do Estado de São Paulo instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar denúncias sobre o relacionamento entre os dois.

A investigação segue em andamento e deverá definir se a morte foi resultado de suicídio ou de um possível feminicídio.




